quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Descendência de Manuel José de Sousa Leote §3

Descendência de 
Manuel José de Sousa Leote 
e de sua mulher D. Benilde Sinclética Dourada da Silva

§3

Bento José Leote Tavares, (meu trisavô), primogénito de Maria Bárbara das Neves Leote e de Lopo Rebelo Tavares, n. a 13 de Março e b. a 1 de Abril de 1840 em Lagos, Santa Maria.


Bento, primeiro do nome e do primeiro matrimónio, filho de Lopo Rebello Tavares, natural de Lagos e de D. Maria Bárbara das Neves Leotte Tavares, natural de S. Cristóvão de Lisboa, neto paterno de João António de Tavares, natural da Sr.. da Luz e de D. Maria Paula Rebello de Lagos, e materna de Manuel José de Souza Leotte, Brigadeiro reformado e de D. Benilde Sinclética Dourada da Silva Leotte, aquele natural de Lagos e esta da freguesia de S. José do Rio de Janeiro; nasceu aos treze dias do mês de Março de 1840 anos, foi batizado com licença minha pelo reverendo padre José Manoel Esteves no primeiro dia de Abril do mesmo ano, foi padrinho o Major reformado Bento José Tavares, viúvo, natural e morador desta freguesia de Stª. Maria, Matriz da cidade de Lagos de que fiz este termo e assinei. Este Bento José Tavares era tio-avô da criança, irmão de João António Tavares Rebelo. Nesta data Bento José Tavares já era viúvo há 20 anos tendo a mulher e a filha falecido no espaço de quatro meses em 1819.
Foi seu padrinho o major reformado Bento José Tavares, viúvo de 53 anos de idade, irmão do seu avô João António de Tavares Rebelo. Bento Leote Tavares fez carreira militar e, ao princípio, quando assentou praça com 15 anos, sabia ler, escrever e contar assim como princípios de Latim. Serviu nos regimentos de Infantaria 6 e 15, Caçadores 4 e 12, comandou os Distritos de Recrutamento e Reserva 36 (Funchal) e 32 (Lagos). Foi oficial do Estado-maior. Recebeu a Medalha Militar de Cobre da Classe de Comportamento Exemplar S. D. n.º 10 de 1867; Oficial da Real Ordem Militar de S. Bento de Avis por D. de 1 de Janeiro de 1895. Foi louvado pela maneira como desempenhou as funções de comandante interino do regimento, mantendo a disciplina do mesmo, aliando sempre a prudência, justiça e bom critério. Era o sócio n.º 2571 do Monte Pio oficial. Um jornal de Portimão noticiou as suas andanças como se pode ler em 1914: Encontra-se em Lisboa regressando em breve, o Sr. Coronel Bento Leote Tavares, d'esta vila.

Como sucessor mais velho de quase toda a família assumiu legados, heranças e obrigações como a que ficou legada em testamento de Francisco Júdice Tavares Biker, [sem descendência direta sendo que era filho de Maria Bárbara Tavares irmã de João António Tavares Rebelo, pai de Lopo Rebelo Tavares, acima.] e que consistia numa mensalidade de 15$000 a ser paga ao afilhado, Joaquim Pedro Vieira Júdice Biker, oficial da marinha e governador da Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Moçambique, não constando que tenha casado; e a sua irmã Maria Firmina Júdice Biker até que cumprissem 25 anos de idade sendo que estes pagamentos foram feitos pelos rendimentos que o testamenteiro de Francisco Júdice Tavares Biker deixou: a metade da mensalidade ao nosso Bento José Leote Tavares e a outra metade a seus filhos Bento José, António Carlos e Maria Marta Aguado Leote Tavares.

Joaquim Pedro Vieira Júdice e sua irmã Maria Firmina eram ambos netos de Domingos Leonardo Vieira. Maria Firmina Júdice Biker casou em 1884 com António Maria Bustorf Silva, primo dos Leotes Tavares, Bacharel em Direito. Foram pais de Joaquim Júdice Bustorf Silva casado com Berta de Sampaio Vieira, Mário Júdice Bustorf Silva casado com Laura de Macedo e Mendonça, António Júdice Bustorf Silva casado com Maria Alice Carneiro, Maria Augusta Júdice Bustorf Silva casada com Alberto Mimoso Guerra, Pedro Júdice Bustorf Silva sem sucessão e Maria Luís Júdice Bustorf Silva casada com Manuel Baptista Júdice de Abreu.

Bento José Leote Tavares casou solteiro sendo 2.º Sargento do 15.º Regimento de Infantaria de Lagos a 7 de Novembro de 1861.
Aos sete dias do mês de Novembro do ano de mil oitocentos e sessenta e um às oito horas da manhã nesta igreja matriz paróquia de Santa Maria da cidade de Lagos, Concelho e distrito eclesiástico da mesma diocese do Algarve, perante mim o presbítero José Epifânio de Azevedo, prior da mesma freguesia, compareceram os nubentes, Bento José Leotte Tavares e Maria da Conceição Aguado Cansino, aos quais conheço e dou fé serem os próprios, tendo-me sido apresentado o mandato da Câmara Eclesiástica do recebimento dos mesmos com data de cinco do referido mês e ano registado a folhas cincuenta e uma verso, sendo o nubento de idade de vinte e um anos, solteiro, baptisado nesta freguesia de Santa Maria, segundo sargento do regimento de infantaria décimo quinto, filho legítimo de Lopo Rebello Tavares, escrivão da administração deste concelho, natural de Lagos e Dona Maria Bárbara das Neves Tavares Leotte de São Cristóvão de Lisboa, moradores na Rua Augusta da freguesia de São Sebastião desta cidade, neto paterno de João António Tavares e Dona Maria Paula Rebello e materno de Manuel José de Sousa Leotte e Dona Benildes Sintelética (!) Dourada da Silva Leote; e ella nubente de idade de vinte e cinco anos, solteira, baptisada na freguesia de Santiago da cidade de Málaga, Reyno de Espanha, hoje moradora na mencionada rua Augusta desta cidade, filha legítima de João Aguado Henriquez e Dona Joaquina Cansino, moradores que foram na Calle del Cobertijo del Conde na dita cidade de Malaga e hoje residente em Madrid na Calle del Barco número 19, empregado no Archivo Geral, no Governo Político, neta paterna de D. João e Dona Josefa Henriquez e materna de D. António e Dona Maria Antolinez, aos quais interroguei solenemente e havido o seu mútuo consentimento por palavras de presente se receberam por marido e mulher e os uni em matrimónio e seguidamente lhes lancei a benção especial procedendo em todo este acto conforme o rito da Santa Madre Igreja Cathólica Apotólica Romana sendo testemunhas presentes que conheço serem os próprios José Custódio Pereira, casado, propietário e Manuel Rodrigues Formosinho, casado negociante, ambos moradores na já referida Rua Augusta da Freguesia de São Sebastião. E para constar lavrei este assento em duplicado que depois de ser lido e conferido perante os conjuges e testemunhas com migo asignaram. Tem cinco assinaturas. A da nubente acaba em Henriquez (?)! Arquivo Distrital de Faro, Livro de Casamentos do ano de 1861 da Freguesia de Santa Maria, Concelho de Lagos, incorporado na seccção paroquial deste arquivo. Assento n.º 15 do dia 7 de Novembro de 1861. Ela casou indo grávida do primeiro filho.
....na mesma cidade, com Maria de la Concepción Aguado Cansino, malaguenha e espanhola de nação, n. 26 de Novembro e b. a 6 de Dezembro de 1835 na paróquia de Santiago em Málaga

En Málaga, en seis de Diciembre de mil ochocientos treinta y cinco, yo D. José Antolinez Alarcón, Presbítero con licencia del Señor Cura de la Parroquial de Sor. Santiago, Bautizé a Maria de la Concepción, Rafaela, Joaquina, Josefa, Saturnina, hija legitima de D. Juan Aguado y Enrique y de D.ª Joaquina Cansino, naturales de esta, declaró dicho su padre, no haber tenido otra hija de este nombre, y aseguró que nació el dia veinte y nueve del mes proximo pasado: Abuelos Paternos, D. Juan, y D.ª Josefa Enrique, naturales de esta; Maternos, D. António, y D.ª Maria Antolines, naturales, el de Alhaurin el Grande, y ella de esta. Padrinos, D. Rafael Antolinez, y D.ª Joaquina Aguado: Advertiles su obligación, y Espiritual Parentesco: testigos, D. António Sanchez y D. Antonio Bernal, de esta vecindad: Doy fee (a) D. José Fariñas Bautista, José Antolinez y Alarcon. Obispado de Málaga, Archivo Histórico Diocesano, Legajo 601, n.º 1, libro 56 de Bautismos, folio 107 vta y 108, Parroquia de Santiago en Malaga, Espanha.
Maria de la Concepción Aguado Cansino foi filha de Juan Aguado y Enrique, empregado no Archivo General no Governo Político espanhol, e de Joaquina Casino Antolinez, ambos de Málaga. Joaquina Cansino tinha três irmãos Juan (ver mais informação aqui), Ana y Conchita Cansino Antolinez. Juan Aguado e Joaquina Cansino Antotinez foram moradores na Calle del Cobertijo del Conde, em Málaga e, em Novembro de 1861, moravam na Calle del Barco n.º 19 em Madrid. Neta paterna de Juan Aguado e Josepha Enrique, ambos de Málaga, e neta materna de António Cansino, de Alhaurín el Grande, e de Maria de las Mercedes Antolínez, de Málaga.

O padrinho e testemunha do casamento de Bento e Concha, Manuel Rodrigues Formosinho, natural de Castillejos, onde o seu apelido se escrevia Fermosiño, já tinha sido casado em primeiras núpcias (1846) com Beatriz Domingues (f. 1855) de quem teve dois filhos Sebastião e Diogo Rodrigues Formosinho que se formaram em Coimbra e que mantiveram boas relações com a segunda mulher de seu pai e seus meios-irmãos. Viveram em Portugal mas não sei se com descendência. Casou com uma irmã da avó Concha, Joaquina Aguado Cansino, e foram pais de 8 filhos com o apelido Rodrigues Aguado Formosinho, Beatriz que viveu em Évora com a mãe, solteira e professora; Manuel dono da famosa “Farmácia Formosinho” no Rossio, em Lisboa.

A Farmácia Formosinho, situada em Lisboa, na Praça dos Restauradores, já existia em 1908, data em que possuía depósito de produtos químicos e farmacêuticos e especialidades nacionais e estrangeiras. Em 1911, era propriedade do farmacêutico Manuel Rodrigues A. Formosinho, que se dedicava ao fabrico de algumas especialidades. Em 1915, os "Laboratórios da Farmácia Formosinho", fabricantes das especialidades "Urol" e "Tonogéne", já pertenciam à sociedade Ferreira & Franco [3], mas a partir do ano seguinte passa a surgir apenas (e até 1946...) como propriedade do farmacêutico Adriano Gueifão Ferreira. Este mesmo farmacêutico requereu o registo das marcas como o "Dynamogenol" (1916), "Nucleocalcina" (1917), "Convulsina" e "Laxatol" (1919). A Farmácia ainda se mantém na posse deste farmacêutico quando obtém alvará de laboratório de especialidades farmacêuticas para o Laboratório Formosinho em 1953. Manuel Rodrigues Aguado Formosinho faleceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1948.

Manuel Rodrigues Aguado Formosinho foi casado mas sem descendência e viveu em Lisboa. Os outros irmãos de Manuel foram Bento, João, Gregório, Francisco, Maria das Mercedes e Joaquina que foram viver no Brasil, onde se estabeleceram com negócios entre os quais uma chapelaria de renome no Rio de Janeiro e todos com descendência. Não confundir com outros Formosinhos que viveram em Lagos nestas mesmas datas mas que não eram “primos” destes Leotes. Só os Rodrigues Aguados Formosinhos (com “s” na Baía e com “z” no Rio de Janeiro) são primos dos Leotes.
Outra graça: Era voz corrente na família que esta senhora, a avó Concha, provinha da mesma família que a famosa atriz e bailarina de flamengo espanhola, Margarida Carmen Cansino que se nacionalizou cidadã dos Estados Unidos da América com o nome de Rita Hayworth. Não foi investigado esta informação que, pela graça que tem mas inconsequência, deve permanecer como boato familiar.


Bento José e Concha, como eram conhecidos familiarmente, foram pais de dois filhos e uma filha, todos com vasta descendência, que foram:



C.1. Lopo José Aguado Leote Tavares (meu bisavô), que segue em §4.

C.2. António Carlos Aguado Leote Tavares, n. a 21 de Outubro de 1863 em São Sebastião de Lagos, tendo o óbito sido registado em Silves a 29 de Dezembro de 1932 apesar de ter tido uma síncope no comboio em Tunes na véspera. Faleceu num quarto particular do Hospital Civil de Silves às 8h15 da manhã. Tinha ido passar o Natal na casa da Cerca em Lagos com a irmã e voltava a Lisboa para passar o fim do ano com a mulher e o filho. O corpo veio para Lisboa para a igreja de Arroios e foi enterrado no cemitério do Alto de São João, em Lisboa. Posteriormente foi transferido para o jazigo da família em Cascais. Era coronel engenheiro com uma carreira militar distintíssima, tendo sido oficial às ordens de Sua Alteza Real o Rei D. Carlos. Foi um dos oficiais encarregados de compor o corpo do rei depois do atentado que o vitimou a tiro de carabina. Até há pouco tempo, no cofre existente na casa do Estoril pertencente à Viscondessa da Quinta de São Tomé, conservava-se a camisa ainda ensanguentada que o rei envergara no fatídico dia.

Casou apaixonadamente como a sua prima Henriqueta Maria Carolina Torres Leote, filha única do juiz Henrique Xavier Correia da Silva Leote, e neta única paterna de Francisco Xavier Correia da Silva Leote, e bisneta de Miguel José de Sousa Leote, dos Leotes de Albufeira.

A este Miguel se referiam quando se fala da violência havida durante o período da guerra civil, em Albufeira: as suas casas foram totalmente roubadas e depois incendiadas e a viúva do dito não ficou na posse de coisa alguma, a não ser de cinco desgraçados filhos, órfãos todos, todos impúberes e cheios de miséria! O documento passou decerto da mão do recorrido por que o houve dos Guerrilhas, pois foram eles que tudo roubaram. Este Miguel, de todos os filhos que teve muitos morreram jovens e sem descendência. Os dois que a tiveram foram o Diogo Tavares de Melo Leote, com um primeiro casamento com geração extinta e de cujo segundo casamento originou o tronco de Diogo d’Aÿet du Perier Leote; e de outro irmão a quem puseram o nome quase igual a seu irmão mais velho, Francisco Correia da Silva Leote, por ter nascido no mesmo dia do irmão, e que é o tronco dos Samora Leote de Albufeira. Este teve duas filhas, a mais velha que casou com um outro primo Samora, pelo lado da mãe, com descendência e a mais nova que “apareceu” grávida e que foi ter a criança a Loulé e que foi registada como exposta com o nome de Pancrácio. Apesar de tudo, foi educado em casa da mãe e quando este tinha 11 anos pôs um processo de reconhecimento maternal e uma habilitação à herança de sua mãe, que ganhou. Casou com Maria Eduarda Vieira, também ela exposta e depois reconhecida por sua mãe, e foram pais de uma extensa prole que vive nos arredores de Albufeira com os apelidos Samora Leote, Leote Mendes, Leote Mendes Neto, Leote Mendes Pais, Pincho Leote, Peneque Leote, Leote Duarte, Bach Leote e Morais Leote entre outros.

O avô de Henriqueta, Francisco Xavier Correira da Silva Leote, foi administrador do Concelho de Albufeira, diretor das alfândegas de Elvas, da Figueira da Foz, de Viana do Castelo e de Lisboa, delegado do procurador régio de Vinhaço e de Aldeia Galega do Ribatejo (antigo nome do Montijo). Quando residia em Albufeira lançou-se ao mar enfurecido que nenhum dos marítimos presentes quis afrontar de forma alguma, e conseguindo pelo seu temerário exemplo salvação de dois indivíduos que doutra sorte teriam sido vítimas, foi condecorado por bravura com a medalhe de 2.ª classe. O seu único filho e pai de Henriqueta, Henrique Xavier, formou-se em direito em Coimbra e foi administrador de Loulé, e juiz em Montemor-o-Novo e Tavira. Faleceu com 98 anos em Lisboa. Foi ele que conseguiu que fossem trazidas para Lisboa, de Lagos, a arca que continha (quase) todos os documentos da história da família Leote que hoje estão sob custódia da Fundação Henrique Leote na Serra d’Ossa. Casou com uma das três filhas herdeiras de João Joaquim Torres, Carolina Amélia Fernandes Torres, proprietário de Benavente, que enriqueceu emprestando dinheiro a seus conterrâneos, cobrando juros e arrematando courelas, hortas, casas, quintas e outras propriedades que deixou a suas filhas, entre elas a Herdade da Serra d’Ossa que tem o Convento, sede da Fundação acima referida, e que é completamente rodeada por outras tantas quintas e propriedades que a passou para o bisneto Henrique Coutinho Leote Tavares.

Pelo lado da avó materna tinha primos: os descendentes do filho dos viscondes da Charruada e neto do Conde de Farrobo, Luís Henrique de Sampaio Quintela, que encantava as soirés tocando piano e gastando a fortuna da mulher; e a descendente única do 2.º visconde da Quinta de São Tomé, Maria Isabel de Almeida Pinheiro Vasconcelos Coutinho Cabral, que acabou por casar com o seu primo Henrique Torres Leote Tavares único filho de Henriqueta e pai de Henrique Coutinho
(este último sem descendência que lhe sobreviva). Este Henrique tem um irmão 10 anos mais novo, Francisco Coutinho Leote Tavares que depois de casado com Maria Leonor Sousa Rodo foram pais de Francisco Rodo Leote Tavares, futuro 4.º visconde da Quinta de São Tomé e Manuel Rodo Leote Tavares, ambos casados e com filhos.

C.3. Maria Marta Aguado Leote Tavares (n-avó dos Sousa Martins e dos Guimarães). A mais nova dos irmãos, nasceu a 19 de Agosto e b. a 23 de Setembro de 1866 em Lagos, São Sebastião tendo falecido na freguesia de Santa Maria, também de Lagos, a 14 de Janeiro de 1956, foi padrinho Francisco Júdice Tavares Júdice, já referido acima, proprietário e residente em Portimão. Adorada pelo irmão António Carlos que a apoiou e ajudou, inclusivamente financeiramente, teve um casamento infeliz com Pedro Augusto Júdice Cabral, [filho de José Augusto Pinto Cabral e de Emília Augusta Júdice. Teve dois irmãos Maria Angélica Júdice Cabral que casou com Francisco José de Sousa Cintra, sem descendência, e António Joaquim Júdice Cabral que casou com Ema Xavier de Brito e foram pais de José Júdice Cabral, único filho, que casou com Maria Paula Palma Madeira, com descendência].

Pedro Augusto Júdice Cabral era homem mais novo, por quem não estava apaixonada mas com quem casou por indicação de seu pai. Fê-lo contrariada pois era conhecida a sua fama perdulária. Casaram-se em 1893, em Santa Maria e ela era morava na Rua dos Quarteis, em Lagos. Foram testemunhas ambos os pais dos nubentes. Ela disse que casava mas que depois de casar era senhora de fazer o que quisesse. Pouco tempo depois de nascer a única filha, por uma razão que se desconhece, saiu de casa com a filha e voltou para a "Cerca", a casa paterna, onde ficou a viver com a filha até ao fim dos seus dias, não voltando a casar. O processo de divórcio foi conflituoso e ainda decorria em 1898. A sua única filha Emília Leote Tavares Júdice Cabral
nasce a 22 de Dezembro de 1894 e b. a 21 de Fevereiro do ano seguinte em Portimão. Casou em Lagos, a 20 de Fevereiro de 1922 com João de Barros Amado da Cunha, n. a 24 de Junho e b. a 20 de Agosto de 1894 em Lagos, Santa Maria. Foram pais de duas filhas a quem foram postos diferente sequência de apelidos, a mais velha Maria Emília Leote Tavares Júdice Amado da Cunha, n. e casada em Lagos e falecida em Lisboa, Santo Condestável. Foi casada com Raúl de Castro de Sousa Martins, pais das gémeas Marta† e Concha, Luís, José e Maria Filomena, (Nicas) com descendência. A filha mais nova de Emília Leote Tavares Júdice Cabral, Maria da Conceição Tavares Cabral Amado da Cunha, nasce, casa e é sepultada em Lagos. Casou com Eduardo Barbosa Guimarães, pais de João Eduardo, Isabel† e António Carlos, todos com descendência, e a quem coube a “Cerca” de Lagos.

Segue no §4 e §5 da descendência de Manuel José de Sousa Leote
(clique aqui para passar ao seguinte página)

3 comentários:

  1. Boa noite! O meu nome é Eva Leote Bacalhau e eu e a minha mãe encontrámos fotografias destas pessoas (as originais) na cave dos meus avós. Gostariamos de saber quem o autor deste texto. Obrigada!

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    1. Olá Eva,
      O meu nome é João Luís Leote Tavares Esquível.
      Queira contactar-me pelo telf 918 212 965 ou pelo mail
      joaolltesquivel@gmil.com
      Cumprimentos

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  2. Olá Eva,
    Por favor entre em contacto comigo se faz favor. Contactos acima. JE

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